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O verdadeiro interesse de Braide não é vacinar toda a população da capital, mas sim aparecer midiaticamente.

Interessado apenas em fazer número e propaganda em cima da vacinação, o prefeito Eduardo Braide escalou seu secretário de Saúde Joel Nunes para achar um culpado para o não cumprimento das promessas mirabolantes que fez ao povo de São Luís: o governo do Estado.
Contando com as doses da Janssen que chegariam para “imunizar toda a população ludovicense”, era preciso achar uma desculpa para o não cumprimento do compromisso, já que a vacina não chegou ao Maranhão. Com isso, restou a Joel Nunes fazer o papel de desonesto, e culpar o Executivo Estadual pelo atraso no calendário de vacinação da capital.
Desde o início da campanha de imunização, São Luís tem recebido apoio do governo do Estado, inclusive com doação de seringas e agulhas para a aplicação das vacinas.
Mesmo em campos opostos e com a tentativa frequente de boicote – como o não comparecimento de Braide na reunião entre o governador Flávio Dino e o ministro da Saúde – a Prefeitura de São Luís ainda não tinha atacado o governo de forma direta.
Eis que ontem, após ver Alcântara ser a primeira cidade do Brasil a imunizar 100% da população adulta, a gestão Braide resolveu reclamar do Estado, transferindo uma responsabilidade que, quando se trata de méritos, ela diz ser apenas sua.
A desonestidade cometida por Joel em uma entrevista à TV Mirante evidencia a politização da vacina feita pela Prefeitura de São Luís, e expõe que o verdadeiro interesse de Braide não é vacinar toda a população da capital, mas sim aparecer midiaticamente com o sucesso que tem sido a vacinação em toda a Grande Ilha devido as doses extras recebidas pelo estado quando da descoberta da cepa indiana.
Em vez de unir, a Prefeitura prefere desagregar. Quem perde com isso é a população de São Luís.









