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A deputada estadual Mical Damasceno, atual presidente estadual do PTB, caminha para levar o partido a uma derrota acachapante nas eleições de 2022.
Novata em política partidária, Mical não possui força para atrair bons quadros à legenda visando formar uma chapa competitiva para disputa de vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal.
Damasceno é tão fraca politicamente que na eleição do ano passado, seu filho, Renan Damasceno, disputou a prefeitura de Viana – sua terra natal, e ficou na lanterna com míseros 475 votos, última colocação do total de sete candidatos.
Para as eleições de 2022, um dos agravantes de Mical é o fato de que não haverá coligações partidárias o que obriga o PTB filiar candidatos que possam sozinhos alcançar o cociente eleitoral.
Na prática, a deputada precisa de nomes que aceitem ser “buchas” para ela tentar reeleição na ALEMA.
– Extremista
A fragilidade da parlamentar afasta o ingresso de pré-candidatos, situação que se agravou devido ao posicionamento extremista que Mical decidiu adotar, copiando sua grande inspiração: Jair Bolsonaro.
Nesta quarta-feira (07), por exemplo, em um programa de rádio de São Luís ela disse que não vai tomar vacina contra o novo coronavírus. E reforçou a postura ao afirmar que se está incentivando alguém a fazer o mesmo, “isso é bom”.
– E mais…
Deputada “bananeira” é aquela que só dá uma vez, cortada depois da primeira colheita. Em termo político, significa dizer que é uma parlamentar de mandato único, que não consegue se reeleger.
“Buchas” são aqueles candidatos sem a mesma força política de um deputado de mandato que servem tão somente para contribuir nas urnas a alcançar o cociente eleitoral de votos e, assim, reeleger quem já possui o cargo eletivo.
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