Na noite deste sábado (25) após divulgação de um suposto óbito do prefeito do município de Presidente Juscelino, Magno Teixeira, os familiares pediram ao Hospital São Domingos que emitisse um relatório médico acerca do estado de saúde do político.
Assinado pela médica Cinara dos Anjos Marcondes, o documento (confira abaixo) diz que o gestor juscelinense está internado desde o último dia 15 com diagnóstico confirmado pelo novo coronavírus (covid-19).
O boletim diz, ainda, que nos últimos quatro dias o prefeito teve piora clínica e foi transferido para a UTI – Unidade de Tratamento Intensivo. “Segue grave. Sem previsão de alta”, completa a médica.
Durante a reunião foram discutidas novas estratégias, principalmente para as unidades em cidades no interior do estado (Foto: Divulgação)
O governador Flávio Dino (PCdoB), anunciou nas redes sociais a abertura de novos leitos para pacientes com o novo coronavírus em São Luís. Ao todo são 76 leitos clínicos.
Embora já tenha anunciado a abertura das atividades no comércio para o dia 5 de maio e a possibilidade de reabertura das escolas no dia 12, Flávio Dino voltou a pedir que as pessoas fiquem em casa diante do aumento do número de casos e mortes por Covid-19 no Maranhão.
“Abrimos mais 76 leitos clínicos em São Luís, no Hospital Real. Enfatizo a urgência de que todos se protejam, ficando em casa, bem como usando máscaras quando sair for inevitável”, disse.
Flávio Dino disse que diante do crescimento dos casos é necessário ampliar a oferta de leitos e contratar mais profissionais. Ele esteve reunido hoje para discutir a situação.
“Na reunião com os dirigentes dos hospitais e UPAs estaduais de referência para coronavírus, fizemos uma avaliação do crescimento de casos; da gravidade de muitos pacientes; da luta para ampliar mais leitos e para conseguir contratar mais profissionais”, afirmou.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou mais 154 novos casos positivos de Covid-19 no Maranhão, nesta sexta-feira (24). De acordo com o último boletim subiu para 2105 o número de casos positivos, sendo 100 óbitos. A SES registrou ainda, 172 casos descartados e 250 pessoas recuperadas.
Eliziane diz que saída do diretor da Polícia Federal e, consequentemente, do ministro demonstra que Bolsonaro tenta sufocar as investigações que o incomodam.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) se manifestou sobre as declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que deixou o governo fazendo sérias acusações ao presidente Jair Bolsonaro de aparelhamento da Polícia Federal.
“Obstrução da justiça, falsidade ideológica, crime de responsabilidade, tudo junto nas declarações do ministro Sérgio Moro. É necessário investigar essas informações e cobrar responsabilidades. Estamos pedindo que o Congresso Nacional ouça com urgência Sérgio Moro e tome providências”, afirmou a senadora.
Eliziane diz que saída do diretor da Polícia Federal e, consequentemente, do ministro demonstra que Bolsonaro tenta sufocar as investigações que o incomodam. “A saída do ministro Sérgio Moro e do Diretor da PF expõe a falência do governo Federal. Ao tentar controlar a PF, o presidente rompe com o combate à corrupção e tenta sufocar investigações que o incomodam.Enamora-se com o fisiologismo do centrão e a troca de cargos que sempre criticou”, afirmou.
Segundo o parlamentar, Jair Bolsonaro (sem partido) age com negligência diante da pandemia.
Durante entrevista nesta sexta-feira (24) ao programa Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) cobrou juízo do governo federal para enfrentar a crise econômica e sanitária do coronavírus. Segundo o parlamentar, Jair Bolsonaro (sem partido) age com negligência diante da pandemia.
“Enquanto milhares de pessoas morrem, o presidente se ocupa com a agenda da intriga política, da pregação antidemocrática, da participação em atos que pedem um novo AI-5. O que nós precisamos é que o governo federal recobre o mínimo de juízo. Felizmente, a Câmara e o Senado estão fazendo um movimento diferente, respeitando a constituição e ajudando efetivamente o Brasil ao aprovar matérias para um combate eficaz da pandemia. “disse.
O governador Flávio Dino (PCdoB) comentou sobre o pedido de demissão feito, na manhã desta sexta-feira (24), pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Para ele, o depoimento de Moro sobre aparelhamento político da Polícia Federal como base para o ato de exoneração do delegado Valeixo constitui forte prova em um processo de impeachment.
“Fico impressionado com a ingratidão de Bolsonaro. Ele jamais seria eleito presidente da República sem as ações do então juiz Moro. Do ponto de vista jurídico, o depoimento de Moro constitui prova de crimes de responsabilidade contra a probidade na Administração, contra o livre exercício dos Poderes e contra direitos individuais. Artigo 85 da Constituição Federal e Lei 1.079/50”, escreveu Flávio Dino.
Flávio Dino lembrou que a Polícia Federal é órgão do Poder Executivo, mas exerce a função de policia judiciaria. Ou seja, quanto à atividade-fim, coagir a Polícia Federal sobre investigações criminais impede o livre exercício do Poder Judiciário.
O governador falou ainda sobre um pedido de pensão feito pelo então ministro para Bolsonaro, o que para Dino, é ilegal.
“Moro, infelizmente, confessa mais uma ilegalidade: pediu pensão ou algo similar pra aceitar um cargo em comissão. Algo nunca antes visto na história. E tal condição foi aceita? Não posso deixar de registrar o espanto”, concluiu.
Magno Teixeira também possui problemas de diabetes…
O prefeito José Magno dos Santos Teixeira, de Presidente Juscelino, está internado em uma UTI do hospital São Domingos, em São Luís, em coma, sedado e entubado.
A informação foi repassada nesta sexta-feira (24) ao Blog do Domingos Costa por uma secretária municipal da gestão juscelinense.
Ele foi diagnosticado dias atrás com o novo coronavírus (covid-19) e até então apresentava apenas dificuldade respiratória.
No entanto, o quadro clínico do prefeito piorou nas últimas horas, um dos motivos é a complicação decorrente de problema de diabetes.
Magno é o segundo prefeito maranhense diagnosticado com a doença.
O primeiro caso de covid-19 foi o prefeito da cidade de Tuntum, Cleomar Tema, que está em casa respondendo ao tratamento e sob isolamento.
– Números no Maranhão
A mesma doença que acomete o prefeito de Presidente Juscelino infectou 1.951 pessoas no Maranhão até esta quinta-feira (23), segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Do número de infectados, 88 pessoas não resistiram à doença e foram a óbitos. Ainda de acordo com a SES, 220 casos foram descartados e 214 pessoas estão recuperadas.
O empresário João Claudino Fernandes morreu aos 89 anos de idade, nesta sexta-feira (24), em Teresina. O co-fundador do Grupo Claudino, conglomerado com 13 empresas, estava doente há algum tempo. Ainda não há detalhes sobre a causa da morte do empresário. A família informou que não haverá velório.
O paraibano abriu o Armazém Paraíba em Teresina no ano de 1968. Ao longo de mais de 50 anos de trabalho no ramo empresarial, João Claudino se tornou dono de uma das maiores redes varejistas do Nordeste, tendo mais de 10 empresas com sedes na capital piauiense e empregando mais de 15 mil funcionários.
João Claudino começou nos negócios junto com o irmão Valdecy, mas os irmãos decidiram separar as empresas em 2013. Valdecy ficou com a Socic (Sociedade Comercial Irmãs Claudino), que abriga os negócios de transportes, a administradora de cartões de crédito e um shopping. João ficou com o Grupo Claudino, que controla o Teresina Shopping, a Houston e o Armazém Paraíba.
O empresário é pai do ex-senador João Vicente Claudino (PTB), no cargo de 2007 a 2015, e ainda de outros quatro filhos.
Presidente, vice-presidente e corregedor-geral foram empossados nesta sexta (24); A solenidade da nova Mesa Diretora do Judiciário do Maranhão aconteceu em sessão solene transmitida pelo Youtube e Rádio Web.
Nova Mesa diretora do TJ-MA…
Tomou posse nesta sexta-feira (24) a nova Mesa Diretora que vai comandar o Poder Judiciário maranhense no biênio (abril de 2020 a abril de 2022). A posse em sessão solene, pelo sistema de videoconferência, foi transmitida ao vivo pelo canal oficial do TJMA no Youtube (youtube/tjmaoficial) e pela Rádio Web Justiça do Maranhão, nesta manhã.
Foram empossados pelo agora ex-presidente da Corte estadual, desembargador Joaquim Figueiredo, o desembargador Lourival Serejo no cargo de presidente do TJMA. Após empossado, o novo presidente do Tribunal deu posse aos desembargadores José Bernardo Rodrigues (vice-presidente) e Paulo Velten (corregedor-geral de Justiça).
A solenidade de posse – realizada por videoconferência e veiculada ao vivo online – considera as medidas preventivas impostas pelas autoridades públicas de saúde para evitar a propagação da pandemia mundial do novo coronavírus. A medida possui o ineditismo de ampliar o acesso à população maranhense e mundial de poder acompanhar ao vivo o ato solene de grande relevância da Justiça estadual.
– Abaixo acompanhe como foi a sessão por videoconferência:
O Antagonista – Depois das revelações feita por Sergio Moro, não há mais condição de Jair Bolsonaro permanecer no cargo.
Cometeu crimes de falsidade ideológica e prevaricação na exoneração de Maurício Valeixo, porque Moro não assinou a decisão nem Maurício Valeixo pediu para sair, ao contrário do que foi publicado no Diário Oficial e divulgado pela Secom.
Cometeu crime de obstrução da Justiça, ao tentar interferir em investigações da PF, inclusive com a vontade manifesta de ter acesso a relatórios de inteligência, preocupado com inquéritos que correm na STF. O presidente queria no comando da PF “alguém para quem ele pudesse ligar”. Tudo para tentar salvar os filhos enrolados na Justiça.
Se tivesse alguma honra, Bolsonaro deveria renunciar.
Se não renunciar, que se inicie o processo de impeachment.
O ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro anunciou nesta sexta-feira, 24, sua saída do governo Jair Bolsonaro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pediu demissão do governo hoje pela manhã. A demissão foi motivada pela troca no comando da Polícia Federal. A entrevista de Moro está sendo concedida no Ministério da Justiça.
“Disse ao presidente que não havia problema em trocar o comando da PF. Mas para isso era necessário uma causa, um motivo concreto”, disse o agora ex-ministro. “Não é a questão do nome. Há outros bons nomes. O problema da troca era uma violação da promessa de que eu teria carta branca. Em segundo lugar não havia causa para a troca. E haveria interferência política na Polícia Federal”, disse Moro.
“Falei ao presidente quer seria uma interferência política. Ele disse ‘seria mesmo’”, afirmou Moro. “O presidente me disse que queria ter uma pessoa da confiança dele, que ele pudesse ligar, obter informações. E esse não é o papel da Polícia Federal. As investigações têm que ser preservadas”, afirmou. “O grande problema não é quem entra, mas por que entra”, afirmou Moro.
“Busquei uma solução alternativa para tentar evitar uma crise política durante a pandemia. Mas entendi que não podia deixar de lado meu compromisso com o estado de direito”, disse. “A exoneração é um sinal de que o presidente não me quer no cargo”, afirmou.
Moro lamentou precisar fazer pronunciamento durante pandemia. “Queria ao máximo evitar que isso acontecesse; mas aconteceu. Não foi por minha opção”, afirmou. Ele abriu o pronunciamento relembrando a carreira e ressaltando a importância da Operação Lava Jato. “Antes de assumir o cargo, fui juiz federal por 23 anos, tive diversos casos criminais relevantes e desde 2014 tivemos em particular a Lava Jato. Que mudou o patamar de combate à corrupção no país. Aquela grande corrupção, que em geral era impune, esse cenário foi modificado”.
“Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive dos órgãos policiais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal”. O agora ex-ministro afirmou que entende as críticas que recebeu e que seu objetivo principal era o “combate à corrupção”.
Ele negou ainda que tivesse exigido um cargo no STF para assumir o ministério. Moro afirmou ainda que a única condição que pediu foi um auxílio para sua família em caso de “algo acontecesse”, pois havia aberto mão de seu benefício da Previdência ao deixar o Judiciário. “Uma única condição eu coloquei, não ia revelar, mas agora não faz mais sentido escolher. Como eu estava abandonando 22 anos de magistratura, perdia a previdência. Pedi apenas que se algo me acontecesse, que a minha família não ficasse desamparada, sem uma atenção”, afirmou.
Segundo Moro, ele aceitou o cargo após Bolsonaro concordar com as condições impostas por ele. “Minha avaliação é que a aceitação foi bem acolhida pela sociedade. Me via como também um garantidor, pelo meu passado de juiz e meu compromisso com o estado de direito, que eu poderia ser um garantidor da lei e da imparcialidade e autonomia dessas instituições.” Na coletiva, ele exaltou ainda o desempenho do Ministério da Justiça no combate ao tráfico de drogas e à corrupção. Ele citou dados como a queda de 19% em assassinatos em 2019.
Troca na PF
Na quinta-feira (23), Bolsonaro informou a Moro sobre a troca na PF, que foi oficializada hoje no Diário Oficial da União. Maurício Valeixo, que deixou o cargo, tinha total confiança do ministro. Desde o ano passado, Bolsonaro falava em trocar o comando da PF a fim de ter maior influência sobre a corporação.
A postura do presidente perante a pandemia de coronavírus também pesou na decisão do ministro. O presidente tem contrariado orientações do órgão de saúde e provocado aglomerações em saídas por Brasília. Bolsonaro também demonstra publicamente ser contrário ao isolamento social, atualmente a única medida considerada eficaz de combate da doença.
Na Polícia Federal, a expectativa é de que Bolsonaro nomeie o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, como chefe da PF.